
O humorista e influenciador cristão Jonathan Nemer usou suas redes sociais para fazer um alerta aos evangélicos que, após as eleições, passaram a defender a suspensão de ajudas sociais a pessoas que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma mensagem direta, ele criticou a postura de quem mistura divergências políticas com atitudes de solidariedade e afirmou que esse comportamento não combina com os ensinamentos de Jesus.
“Não tem como você ser cristão, discípulo de Cristo e dizer isso”, declarou. Segundo Nemer, manifestações de pessoas que afirmam não querer mais ajudar quem votou em Lula têm tirado sua paz. Ele também reconheceu que o resultado eleitoral pode provocar revolta, mas destacou que a fé cristã exige atitudes que vão além das preferências políticas.
O influenciador começou a mensagem direcionando o recado aos cristãos de direita. Ele explicou que poderia perder seguidores por causa da opinião, mas afirmou que não estava preocupado com essa possibilidade. Para ele, o problema está em colocar a ideologia acima dos princípios bíblicos.
Durante o vídeo, Jonathan destacou que a indignação com o resultado das urnas não pode justificar o abandono de pessoas em situação de vulnerabilidade. “Eu entendo, eu até entendo sua raiva, sua ira, é compreensível. Mas o Evangelho de Jesus é diferente”, afirmou. Além disso, ele ressaltou que seguir a Cristo exige renúncias e atitudes que nem sempre são fáceis.
O humorista também questionou se pessoas que defendem a suspensão de doações estão realmente colocando Jesus em primeiro lugar. “Talvez você esteja colocando outra coisa, ou outra pessoa, ou outra ideologia em primeiro lugar no seu coração, não Cristo”, alertou. Para ele, ajudar somente quem compartilha das mesmas opiniões políticas não representa o amor ensinado nas Escrituras.
Como fundamento de sua crítica, Jonathan citou o ensinamento de Jesus registrado em Mateus 25:35-40. Na passagem, Cristo ensina que acolher, alimentar e vestir pessoas necessitadas também significa servi-lo. Por isso, Nemer afirmou que negar ajuda a alguém por causa de sua escolha eleitoral representa uma contradição com a fé cristã.
Outra referência mencionada foi a parábola do bom samaritano, registrada em Lucas 10:25-37. Na história, um homem ajuda alguém que havia sido assaltado e deixado ferido pelo caminho. O samaritano, apesar das divergências históricas e religiosas entre seu povo e os judeus, foi justamente quem demonstrou compaixão. Segundo Jonathan, o exemplo mostra que a solidariedade não deve depender de afinidades ou posicionamentos.
Ele também lembrou Tiago 4:17, que ensina que aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado. Além disso, encerrou sua reflexão com uma passagem da primeira carta de João, capítulo 3, versículos 17 e 18. O texto bíblico questiona como o amor de Deus pode permanecer em alguém que possui recursos, vê um irmão necessitado e não demonstra compaixão.
“Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade”, destacou, ao citar o versículo 18. Para o influenciador, a mensagem resume o compromisso que deve orientar a vida de quem se declara discípulo de Cristo.
A porta estreita e o desafio de amar
Ao concluir, Jonathan voltou a reconhecer que a revolta com o resultado eleitoral pode ser compreensível. No entanto, ele estabeleceu uma diferença entre discordar politicamente e retirar a solidariedade de quem pensa diferente.
“Amar quem nos ama, ajudar quem pensa igual à gente, isso qualquer um faz. Agora, amar o próximo que pensa diferente, que vota diferente, vamos usar até a palavra que está na Bíblia, o inimigo, supostamente inimigo, isso só Cristo nos incentiva a fazer”, declarou.
Por fim, o humorista recorreu à imagem da porta estreita, mencionada por Jesus em Mateus 7:13-14. Ele lembrou que a caminhada cristã exige escolhas difíceis e compromisso com os ensinamentos bíblicos. “Não é fácil ser cristão, não. A porta é estreita. Cabe a você ver se você quer continuar a tentar passar por ela”, concluiu.
A mensagem de Jonathan reforça um princípio central do Evangelho: a caridade não deve ser condicionada à preferência política de quem recebe ajuda. Afinal, para os cristãos, o amor ao próximo precisa ultrapassar diferenças ideológicas e se transformar em atitudes concretas.
A mensagem de Jonathan reforça um princípio central do Evangelho: a caridade não deve ser condicionada à preferência política de quem recebe ajuda. Afinal, para os cristãos, o amor ao próximo precisa ultrapassar diferenças ideológicas e se transformar em atitudes concretas. Fonte :https://comunhao.com.br/




